24
maio
15

Não vale a pena ficar

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Jogador não marca um gol há mais de um ano

Campeonato Brasileiro, três partidas, dois empates, uma derrota, dois gols marcados e três sofridos. Essa é a nova realidade do Palmeiras. Para um time que contratou 21 jogadores e chegou na final do estadual eliminando o maior rival na casa deles, a expectativa era maior para o início do nacional. Mas, por incrível que pareça, o torcedor pode tirar uma coisa boa desses três jogos: Valdívia não é o jogador que desequilibra e da vitórias para o time. Essa é a realidade que estava implícita e agora quase todo mundo pode ver.

No começo da temporada, todos tinham um pensamento quase que igual: o rendimento do chileno vai melhorar com peças de maior qualidade ao seu lado. Se no ano passado, ele jogava com Wesley e Juninho no meio campo, esse ano ele joga com Robinho e Zé Roberto. Mesmo assim, ele não conseguiu trabalhar a bola com esses jogadores e criar boas jogadas de gol. A maioria das jogadas do Palmeiras são pelas laterais e buscam o centro avante pelo alto.

Mas até aí tudo bem, outros jogadores estão dando passe para o gol. O problema mesmo é a ausência de gols. Se muitos reclamavam de Paulo Henrique Ganso pela falta de chutes e entrar na área, os mesmos podem reclamar de Valdívia nesse aspecto. No jogo da semana passada contra o Joinville, ele teve duas chances claras de gol, as duas dentro da área, e ele simplesmente deu um balão na bola. Ou no ano passado. Qual torcedor palmeirense não lembra do lance contra o Figueirense? O time vencia por 1 a 0 e teve a chance de fazer o segundo gol com Valdívia, mas ele tocou para ninguém do lado e o time levou a virada logo em seguida. Mas as estatísticas pioram. O último gol dele com a camisa do Palmeiras foi no dia 27 de fevereiro de 2014. Isso mesmo, no ano passado. Contra o São Bernardo no Pacaembu. Tente lembrar de tudo o que aconteceu nesse meio tempo.

Outro problema que mais chama a atenção das pessoas que assistem os jogos da equipe é como ele não joga. Contra o Goiás, foi o  primeiro jogo que ele jogou os 90 minutos em 2015. Ele ficou de fora de praticamente 80% das partidas nesse ano. Muito acima da média, que foi de 55% nos últimos quatro anos.

O pior é o jogador ficar super ofendido com a diretoria porque ofereceu um contrato por produtividade ao atleta. Ao invés de ganhar 500 mil por mês (o valor que se estipula para o salário dele), ele ganhará 150 mil reais mais 50 mil por cada jogo disputado. Logo, se ele jogar sete partidas no mês, o que é nada impossível no calendário brasileiro, ele vai receber o mesmo salário.

Não é absurdo cobrar o jogador que tem mais qualidade técnica do elenco. Para ele pode até ser. Mas uma coisa está ficando cada vez mais clara na vida do Palmeirense: a diretoria não tem motivos para renovar com o chileno. E você? Acha que ele deve ficar ou sair?


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