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nov
14

A condenação alviverde

Nem na casa nova, o Palmeiras mostra força para reação

Nem na casa nova, o Palmeiras mostra força para reação

O Palmeiras enfrentou o Coritiba nessa noite de domingo no estádio Couto Pereira. Para variar um pouco, o time paulista perdeu por 2 a 0 e soma a quarta derrota consecutiva (todas por 2 a 0). Em um momento onde o verdão já havia praticamente respirado aliviado, agora está praticamente sendo enforcado e sentenciado, mais uma vez, a segunda divisão. O grande problema problema do time não começou agora, ou quando Paulo Nobre assumiu a presidência. Vamos tentar investigar e mostrar para você que gosta de futebol e torcedor palmeirense, que se vê num caminho sem esperança para o time.

O problema financeiro que o Palmeiras vive hoje começou no início dos anos 2000, quando o clube rompe com a Parmalat, principal patrocinador do clube e principal fonte de dinheiro para as contratações. Enquanto a Parmalat estava estampada na camiseta, havia grande jogadores, grandes times e títulos. A grande falha das diretorias que comandavam o clube na época não pensaram em fazer caixa para a fase pós-patrocinador, mas parecia que eles achavam que a empresa iria bancar o Palmeiras para sempre. Basicamente, o clube deveria fazer o que seu rival, Corinthians, fez. Encher os cofres com patrocínios e tentar trazer jogadores que poderia vender por ótimos valores (casos de André Santos, Cristian e Paulinho). Toda essa falha de planejamento financeiro teve como consequência o primeiro rebaixamento do clube em 2002.

Tudo parecia que ia voltar ao normal. O time voltou com um time renovado e cheio de garotos, conseguiu vaga para jogar a Libertadores e conseguia boas classificações em campeonatos. Os cartolas trouxeram Edmundo de volta e ficou um ótimo tempo sem perder clássicos contra o Corinthians (o que é uma maravilha para o torcedor). O auge de tudo isso foi na gestão de Affonso Della Mônica, quando o time fechou parceria com a Fiat e Traffic e montou um ótimo time, que foi campeão paulista, conseguiu vaga para a Libertadores e levantou a alto estima dos torcedores. Mas, o Palmeiras não caminhou para uma história como nos contos de fada. Luiz Gonzaga Belluzo, um importante economista, assumiu a presidência e comandou como um legitimo torcedor. Trouxe jogadores e treinadores que a torcida queria. Ele foi o cara que trouxe de volta Valdivia, que não jogou 50% do time desde 2010. Resumindo, o Palmeiras não ganhou títulos e criou um rombo na parte financeira do clube. Até chegar Arnaldo Tirone, que nocauteou o clube e com tantos erros, fez com que o Palmeiras fosse rebaixado de novo.

Paulo Nobre assumiu e tentou arrumar as finanças do clube. Contratos de produtividade, jogadores mais baratos e não contratar jogadores, apenas pegar emprestado. Mas nada disso deu certo. Negócios muito esquisitos e muito mal administrados. Alan Kardec, Barcos e Henrique são os principais exemplos. Pode fazer parte dos negócios você montar um time não tão forte e não ganhar títulos, isso aconteceu com inúmeros times ingleses, mas montar um time fraco e condenar o clube, não é normal.

O Palmeiras, em 2014, foi eliminado em casa para o Ituano nas semifinais do Paulistão. Foi eliminado de maneira quase que vexatória na Copa do Brasil e está quase sendo rebaixado para a segunda divisão pela terceira vez na história e segunda vez consecutiva. Um elenco fraco, de jogadores que ganham fortunas e não merecem vestir a camiseta do time no novo estádio, que é mais bonito que muitos da Europa. Desrespeita a história de um dos maiores clubes do Brasil, por mais que tenha gente que não concorde, e tem uma bela trajetória nos 100 anos de história. Entra e sai diretorias e a mudança não acontece, parece até as famílias italianas que controlavam as máfias nos Estados Unidos. Pessoas que estão no clube há muito tempo e não melhoram a estrutura do clube. Querem fazer com o Palmeiras a mesma coisa que estão fazendo com Portuguesa e Guarani, falindo os clubes.

O Palmeiras não é do Paulo Nobre e nem do Pescarmona, ambos candidatos a presidência, mas é dos 16 milhões de torcedores que seguem o time. Todos nós vamos morrer um dia, mas a instituição irá ficar e não podemos deixa-la falida.

Não é certo se o Palmeiras será rebaixado ou não, mas de uma coisa é certa, será necessários muitas mudanças no clube, seja quem for o novo presidente do clube que será escolhido no próximo dia 29. Espero que a torcida não largue o time, vá para o estádio para empurrar o time e não critica-lo, porque que o time é fraco todos sabem, mas gritar o nome do time alviverde é para alguns.


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