29
dez
15

Os trunfos do Arsenal

Ozil é o cara dessa temporada

Ozil é o cara dessa temporada

Quando a janela de transferências foi fechada e todos viram o Arsenal contratando pouquissímos jogadores para reforçar o elenco e melhorar o patamar do time, quase ninguém acreditava no bom futebol e na liderança do campeonato depois do “boxing day”. Com a última vitória sobre o Bournemouth, a equipe de Arsene Wenger assume a liderança e se garante como real candidato ao título da Premier League. Isso só foi possível graças a algumas mudanças que ocorreram da temporada passada pra cá.

Um time que possui um bom goleiro tem grandes chances de ter sucesso. A segurança e confiança de todo o sistema defensivo passa por um bom goleiro. Os londrinos sofreram com isso nos últimos anos. Um dos poucos investimentos do clube para essa temporada foi justamente isso. Petr Chech chegou depois de perder espaço no Chelsea. Titular e com anos de experiência e títulos, o tcheco resolveu a situação e o número de clean sheets. Na temporada passada foram 12 clean sheets. Szczesny tomou gols em 15 dos 17 jogos que atuou na competição. Nessa temporada, Cech tem sete em um turno. Mais da metade do ano passado.

O departamento médico do clube está sempre cheio. Porém, essa temporada o número é mais baixo em relação a temporada passada. Mesmo com Arteta, Whilshere e Rosicky no DM, e já são figurinhas carimbadas por la, o elenco conseguiu chegar em um momento decisivo na temporada com Özil, Ramsey e Walcott em campo e ajudando muito o time. É claro que é muito bom o time estar completo, mas isso continua como sonho para a próxima temporada para os Gunners.

Quem quer ganhar o campeonato inglês precisa ter um bom aproveitamento contra os concorrentes diretos. O Arsenal soube fazer isso no primeiro turno. Dos grandes times que competem pelo título, os Gunners só perderam para o Chelsea, e ele não esta na briga pelo caneco. Venceu os dois times de Manchester, e vencendo bem, empatou com Tottenham e Liverpool e goleou o Leicester fora de casa. Se fizer isso no segundo turno, tem grandes chances de ficar com a taça.

Na temporada passada “o cara” foi Alexis. Ele praticamente atuou sozinho em muitas partidas e não encontrou muitos parceiros para carregar o piano. Essa temporada esta sendo diferente. Özil voltou a mostrar aquele futebol apresentado no Real Madrid e Giroud está fazendo gols quando precisa. Petr Cech chegou para ser decisivo e esta sendo. Esses caras estão chamando a responsabilidade e isso ajuda demais a disputar títulos.

Agora é aguardar. O primeiro turno foi muito bom. Manter a pegada, vencer os jogos grandes e manter o bom aproveitamento de pontos fora de casa e contar com as estrelas nos momentos mais complicados. Essa pode ser a chance de sair da seca de títulos de premier league.

01
set
15

Manchester City investe nos melhores

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De Bruyne chega ao Manchester City para comandar o meio campo

O Manchester City gastou caminhões de dinheiro na janela de transferências, isso todos já sabem, não é mais notícia. Desde que o time foi comprado por um bilionário, o time faz propostas irrecusáveis por diversos jogadores. Mas, ao contrário de outras janelas, a comissão técnica pensou um pouco mais antes de investir. Antes de fazer suas propostas para os jogadores da moda, a procura pelos dados foi mais importante em 2015.

O City fez três contratações de peso para a temporada 2015/16: Sterling, Otamendi e De Bruyne. Por mais que o clube tenha mudado a filosofia de compras, as velhas tradições ainda sondam o clube. Sterling, jovem promessa do futebol inglês, foi contratado pela bagatela de 70 milhões de euros. Ele é novo, fez boas temporadas, porém, não venceu títulos e não marcou gols decisivos. Chega a ser absurdo se compararmos com outros jogadores, como Zidane que custou 67 milhões de euros ao Real Madrid, Figo custou 55 milhões de euros também ao Real e Pedro, campeão de tudo pelo Barça e seleção, que custou 27 milhões de euros.

Mas as outras duas contratações foram diferentes, o que de esperança de mudança e que o clube pode brigar pelos títulos europeus. A primeira negociação foi com o argentino Otamendi, ex-Valencia. A diferença de contratar ele e Sergio Ramos ou Hummels é que o argentino foi o melhor zagueiro do campeonato espanhol. O Valencia ficou em quarto lugar e o zagueiro desbancou Ramos, Piqué e Godin. Ótimo na jogada aérea ofensiva e teve uma ótima média de desarmes. Ele e Mustafi foram responsáveis pela melhor zaga do Valencia desde 2003/04.

A segunda negociação foi de Kevin De Bruyne, ex-Wolsfburg. O belga levou os lobos os vice-campeonato da Bundesliga e aos títulos da Copa e da Supercopa da Alemanha. Foi o jogador que mais deu passes para o gol na Europa, superando Fabregas e Messi. Foi o destaque da Bundesliga. É um pouco de moda contrata-lo, porém, é um jogador que dará ainda mais técnica ao meio campo de City e irá tirar os velocistas do time, deixando um time mais cadenciado. O meio campo será formado, provavelmente, por Fernandinho e Touré como volantes e David Silva, Sterling e De Bruyne na linha ofensiva, deixando Aguero como referência. Mesmo com Sterling jogando pelos flancos e puxando contra ataques, o time não dependerá disso e tocará mais a bola. Ao contrário do rival United na temporada passada, que dependia dos pontas para armar os ataques.

Com a diretoria contratando jogadores com mais qualidade técnica e se desfazendo de jogadores de altos salários, como Dzeko e Jovetic, Manuel Pellegrini possui um elenco com mais força para brigar na Uefa Champions League. Caiu em um grupo cascudo com Juventus, Sevilla e Monchengladbach.

A temporada começou bem. O time está invicto na Premier League com 12 pontos e lidera a competição. Seus candidatos diretos tropeçaram na última rodada (derrota do Chelsea, derrota do United, derrota do Liverpool). Pode ser uma temporada positiva para o City.

13
jul
15

O fim dos ícones

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Casillas conquistou 18 títulos com o Real, sendo três Champions League

Jogadores identificados com um único time estão entrando em extinção no futebol. Na mesma janela, Schweinsteiger e Casillas trocaram seus clubes de coração e foram jogar em outras ligas. O alemão foi para o Manchester United e o espanhol foi para o Porto. Esses foram os últimos, porque Xavi, Gerrard, Zanetti e outros já trocaram de clube ou se aposentaram. O último apague a luz.

Esses jogadores não saem simplesmente porque querem. Existem motivos por trás dessas negociações. Vamos tentar listar algumas para tentar encaixar nos mais recentes casos. A primeira se enquadra ao jogador brasileiro que joga aqui no Brasil. É muito difícil um profissional construir uma história em único clube aqui no país atualmente. Neymar foi um caso de sucesso por ter ficado tanto tempo. Eles não ficam mais aqui pelo lado financeiro. Os salários na Europa, Emirados Árabes e China são bem maiores que os daqui e se garantir financeiramente pelo resto da vida é bem importante para o jogador. Como esses salários estão ficando cada vez mais altos para jogadores mais jovens, os atletas as vezes não chegam nem no profissional e já está em outro clube.

Agora tentando mostrar as possíveis causas desses jogadores que fizeram história em um único clube e acabaram saindo. O primeiro pode se encaixar no Xavi, ex-meia do Barcelona. Um jogador que já fez história, porém, a idade pesou e seu rendimento dentro de campo diminuiu e acabou indo para o banco de reservas. Vendo que a diretoria contratou outros jogadores para a posição, o jogador percebeu que pode jogar em outro clube. Se ele ainda tem lenha para queimar, é uma decisão totalmente compreensível.

Em um clube de futebol, as diretorias sempre são trocadas após um período de tempo. Infelizmente, existem casos que os dirigentes de futebol não conseguem compreender um ídolo e acaba queimando o atleta. Pode aplicar isso ao ex-goleiro do Real Madrid, Iker Casillas. Já não estava mais no auge técnico, mas com certeza, tinha uma liderança sobre o grupo e era um jogador símbolo do time. Como a diretoria quer contratar outro jogador mais jovem, eles acabam tentando queimar o jogador e o força a sair do time. No caso de Casillas, a diretoria não fez questão de fazer uma despedida digna para ele.

Quando alguém fica muito tempo no mesmo lugar, geralmente acontece uma acomodação por parte dessa pessoa. A rotina é quase sempre a mesma, as coisas estão acontecendo da mesma forma há muito tempo. Uma mudança pode fazer bem. Esse é o caso de Schweinsteiger, provavelmente. O jogador precisa de estímulos e novos desafios. Uma nova liga e um novo clube podem ajudar a crescer e ganhar ainda mais títulos, por mais que essa pessoa esteja marcada na história do clube.

Em alguns casos, a saída é inevitável. A idade chegou, os músculos já não aguentam o alto nível e jogadores mais jovens chegam e acompanha mais o ritmo. Hora de se aposentar. Giggs e Scholes no Manchester United, Zanetti na Inter e Puyol no Barcelona são alguns exemplos. Dedicaram a vida inteira no mesmo clube e acabam virando lendas.

Esses são os prováveis motivos para esses jogadores estarem deixando seus clubes. É o fim de um era de jogadores. Mas são muito poucos que vemos que tem a mesma devoção a um clube. Messi é o exemplo mais recente. Esperamos que esses símbolos sejam substituídos futuramente.

08
jul
15

A cicatriz no meio do rosto

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Hoje completa um ano da maior tragédia do futebol brasileiro. Semifinal de Copa de Mundo, em casa, levando sete gols, apenas o Brasil conseguiu essa façanha. Existem derrotas que machucam o torcedor, como em 1950 na final contra o Uruguai no Maracanã; ou em 1982 naquela partida épica contra e Itália e tínhamos um time sensacional; e a derrota em 1998 contra a França na final e com o nosso astro passando por problemas clínicos. Mas nada chega perto da semifinal contra a Alemanha que é uma enorme cicatriz no nosso rosto.

A explicação para a cicatriz no rosto é simples. Machucou, e muito, nunca vamos nos esquecer e é algo que marca para sempre. Toda manhã você vai olhar para o espelho e vai ver aquela grande marca. Porém, você só enxerga ao olhar para o espelho e o ao longo do dia apenas os outros irão observar. É exatamente o que as pessoas que gerenciam o futebol no Brasil estão fazendo. Sabem do fracasso, mas não olham a grande cicatriz grande parte do dia e as vezes se esquecem da ferida.

Logo após o jogo, a maioria dos comentaristas e especialistas do futebol apontaram os erros do nosso futebol. Mas como diz os mais experientes: é fácil apontar a falha. Realmente é fácil, por isso muitas soluções foram sugeridas para o alto comando do futebol. Chamar um técnico que reformule a seleção, mudar nosso calendário, valorizar mais as categorias de base, investir em formação de treinadores, evitar a venda precoce de jovens talentos e acabar com forma absolutista de comando da confederação e federações. Nada disso foi feito ainda.

Claro que um ano de trabalho é difícil de querer um resultado de tantas mudanças que devem ser feitas. Entretanto, nenhuma coisa foi feita, pelo contrário, mas falhas foram expostas para o público. O ex-presidente da CBF, José Maria Marín foi preso na Suíça junto com outros dirigentes da FIFA. O atual presidente, Marco Polo Del Nero, não acompanhou a seleção na Copa América e teme ir para outros países com medo de ser preso também, além de comprovar, mais uma vez, o balcão de negócios que é a seleção. Firmino e Douglas Costa começaram a jogar pela seleção e foram vendidos a peso de ouro. São bons jogadores, mas longe de valerem mais de 100 milhões de reais.

O fracasso no futebol masculino ainda deu uma brecha para pensar nas outras categorias de futebol. Mas o que vimos foi o sistema arruinar o esporte. O Brasil teve um resultado péssimo no sul-americano sub 20 e no mundial feminino de futebol. Quem comanda o esporte deve pensar em maneiras de solucionar os problemas dessa categoria também.

Para não colocarem a desculpa na CBF e dos dirigentes, algumas pessoas dão a simples desculpa que essa é a pior geração da história. Como pode ser a pior se temos um excepcional jogador, Neymar, e os coadjuvantes jogam nos melhores clubes do mundo como o Chelsea, Real Madrid, Barcelona, Liverpool? Não é a melhor, mas com um bom comando é possível montar um time competitivo. Melhor exemplo disso é a Juventus. Em termos de elenco, não é melhor que Barcelona, Real Madrid e Bayern, mas é muito competitiva e conseguiu passar por quase todos eles. Ou o Atlético de Madrid, que não possui astros e artilheiros como os rivais, mas foi campeão espanhol.

O país do futebol teve a brecha perfeita para mudar todo o sistema do futebol, mas são realmente poucos que possuem poder e vontade para fazer isso. Há algumas semanas atrás a seleção passou outra vergonha, e foi eliminada pelo Paraguai, time que ficou em último nas últimas eliminatórias. Os clubes se afogando em dívidas e a seleção cada vez mais desrespeitada, o que mais deve acontecer para a mudança de postura acontecer ? Devem estar esperando não nos classificarmos para a próxima Copa.

09
jun
15

Elenco se une e constrói um dos melhores times da história

O trio se uniu no momento mais decisivo da temporada

O trio se uniu no momento mais decisivo da temporada

Se alguém perguntasse qual foi o jogo mais importante na temporada para o Barcelona, qual você responderia? Contra Juventus? Real Madrid? Atlético Bilbao? Ou o Atlético de Madrid? Todos esses seriam ótimos palpites, mas em questão de união de elenco e comprometimento o jogo mais importante foi contra a Real Sociedad, em janeiro, quando o time foi derrotado por 2 a 1. Esse jogo mudou o rumo da temporada catalã.

Mas porque será que uma derrota pode ter mudado tanto? A resposta é simples. O time vivia uma tensão enorme no começo do ano. Problemas de diretoria estavam sendo expostos, como a negociação de Neymar, que o fisco espanhol está de olho e o Barcelona está desembolsando muito mais dinheiro do que necessário. As polêmicas negociações com Douglas e Vermaleem, que chegaram ao clube e não completaram 90 minutos na temporada. A saída do dirigente de futebol.

Além dos problemas de diretoria, os problemas de vestiário estavam sendo expostos na mídia. Messi e Luis Enrique não se entendiam no vestiário e muito se especulou sobre a saída do argentino. Neymar era substituído frequentemente nas partidas e o brasileiro mostrou sua insatisfação publicamente. Daniel Alves, um dos pilares do time, também se incomodou com alterações e não teve vergonha de mostrar que não ficava feliz.

Com todos esses problemas e vendo que o rival, Real Madrid, estava voando na temporada (vinha na sequencia históricas de vitórias consecutivas, líder do campeonato, e vencia há pouco o mundial), o elenco tinha duas opções: continuar daquela maneira e ver os merengues dominando o país e o continente mais uma vez, ou se unir e começar a jogar como um time.

A partir daí, os jogadores mudaram a mentalidade do time. Mostraram um maior nível de concentração e entrosamento. Messi, Neymar e Suarez se entendiam cada vez mais dentro de campo. O que era um problema em outras temporadas, nessa, o sistema defensivo não foi. A melhor defesa do campeonato espanhol, que sofreu apenas 19 gols nos pontos corridos, sendo quatro para o Real Madrid. Logo, a equipe quinze gols em 36 partidas, média de 0,41 gol por jogo.

Outra mostra que o time realmente se uniu pelo bem do Barcelona era nos momentos de comemorações. Quando o banco de reservas vibra da mesma maneira que os jogadores em campo no momento do gol, explicita que a sintonia do elenco está ótima.

Um elenco unido e comprometido é a grande chave para um clube obter sucesso em questão de títulos. Times rachados podem vencer? Podem. Porém, é muito difícil que haja sequência de trabalho em alto nível. O Barcelona promete continuar com esse excelente trabalho por mais temporadas.

24
maio
15

Não vale a pena ficar

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Jogador não marca um gol há mais de um ano

Campeonato Brasileiro, três partidas, dois empates, uma derrota, dois gols marcados e três sofridos. Essa é a nova realidade do Palmeiras. Para um time que contratou 21 jogadores e chegou na final do estadual eliminando o maior rival na casa deles, a expectativa era maior para o início do nacional. Mas, por incrível que pareça, o torcedor pode tirar uma coisa boa desses três jogos: Valdívia não é o jogador que desequilibra e da vitórias para o time. Essa é a realidade que estava implícita e agora quase todo mundo pode ver.

No começo da temporada, todos tinham um pensamento quase que igual: o rendimento do chileno vai melhorar com peças de maior qualidade ao seu lado. Se no ano passado, ele jogava com Wesley e Juninho no meio campo, esse ano ele joga com Robinho e Zé Roberto. Mesmo assim, ele não conseguiu trabalhar a bola com esses jogadores e criar boas jogadas de gol. A maioria das jogadas do Palmeiras são pelas laterais e buscam o centro avante pelo alto.

Mas até aí tudo bem, outros jogadores estão dando passe para o gol. O problema mesmo é a ausência de gols. Se muitos reclamavam de Paulo Henrique Ganso pela falta de chutes e entrar na área, os mesmos podem reclamar de Valdívia nesse aspecto. No jogo da semana passada contra o Joinville, ele teve duas chances claras de gol, as duas dentro da área, e ele simplesmente deu um balão na bola. Ou no ano passado. Qual torcedor palmeirense não lembra do lance contra o Figueirense? O time vencia por 1 a 0 e teve a chance de fazer o segundo gol com Valdívia, mas ele tocou para ninguém do lado e o time levou a virada logo em seguida. Mas as estatísticas pioram. O último gol dele com a camisa do Palmeiras foi no dia 27 de fevereiro de 2014. Isso mesmo, no ano passado. Contra o São Bernardo no Pacaembu. Tente lembrar de tudo o que aconteceu nesse meio tempo.

Outro problema que mais chama a atenção das pessoas que assistem os jogos da equipe é como ele não joga. Contra o Goiás, foi o  primeiro jogo que ele jogou os 90 minutos em 2015. Ele ficou de fora de praticamente 80% das partidas nesse ano. Muito acima da média, que foi de 55% nos últimos quatro anos.

O pior é o jogador ficar super ofendido com a diretoria porque ofereceu um contrato por produtividade ao atleta. Ao invés de ganhar 500 mil por mês (o valor que se estipula para o salário dele), ele ganhará 150 mil reais mais 50 mil por cada jogo disputado. Logo, se ele jogar sete partidas no mês, o que é nada impossível no calendário brasileiro, ele vai receber o mesmo salário.

Não é absurdo cobrar o jogador que tem mais qualidade técnica do elenco. Para ele pode até ser. Mas uma coisa está ficando cada vez mais clara na vida do Palmeirense: a diretoria não tem motivos para renovar com o chileno. E você? Acha que ele deve ficar ou sair?

14
abr
15

O que observar nas quartas de final da Champions League

Messi pronto para jogar mais uma partida de quartas de final

Messi pronto para jogar mais uma partida de quartas de final

Nessa semana, aconteceram as partidas de ida das quartas de finais da Champions League. Alguns jogos que não costumamos a assistir todas as temporadas, casos de Bayern e Juventus, e outros jogos que vemos quase todo ano, casos de dos espanhóis. Então, aqui vai algumas dicas do que você deve ficar atento nesses superjogos que estão para acontecer.

O primeiro jogo é o derby de Madrid, entre Real e Atlético. Eles já se enfrentam toda temporada pelo campeonato espanhol, não costuma ser problema isso. Mas nessa temporada, já foram seis jogos (dois pelo espanhol, dois pela Copa do Rei e mais dois pela supercopa). Podemos deduzir que eles sabem como o outro time joga. Porém, é um jogo de Champions League e a importância cresce. O que você deve ficar atento na partida: bolas paradas do Atlético, porque é quase certeza que vai sair um gol dessa jogada. O Real tomou gol assim em quase todos os confrontos contra os colchoneros nos últimos anos. Destaque para Griezmann, o principal jogador de Simeone nessa temporada. Vai dar trabalho nos dribles e na busca de alguém na área. Por parte do Real, tirar o olho de Ronaldo e focar em Bale. O cara que começou a fechar o caixão do rival na final do ano passado. Não está na melhor fase, e esse pode ser o jogo para reconquistar a fé da torcida merengue. E claro, Sérgio Ramos. Tem o “feeling” para gol importante e pode ser um dos diferenciais. Sem ele na zaga, o time tomou o 4 a 0 no espanhol.

O segundo jogo é o duelo entre Juventus e Monaco. Quando aconteceu o sorteio, a primeira coisa que o torcedor alvinegro pensou foi: “graças a Deus”. Não é o adversário mais forte, mas a atenção deve ser constante. Na equipe italiana, foco total para Tevez, que está fazendo uma ótima temporada e é o grande responsável pelo clube brigar pela tríplice coroa. Além do matador, ver como o time se sai sem Pobga. Ele saiu no meio do jogo contra o Dortmund, e agora o time vai ter que construir um placar sem ele, então, olho na alternativas de jogo sem o craque francês. O Monaco é o azarão dessa fase, mas para passar fez uma excelente primeira partida contra o Arsenal. Ótima atuação coletiva no Emirates Stadium, fez com que o time jogasse bem relaxado a partida de volta. Olho no volantes, principalmente em Moutinho. Não é um cara marcador, mas essencial na saída de bola. Arma o jogo e pode colocar Berbatov na cara do gol a qualquer momento.

O terceiro jogo é uma reprise da fase de grupos. PSG e Barcelona medem forças mais uma vez nas quartas de final. No ano passado, foi uma vitória para cada lado. Uma semelhança dos parisienses desse jogo para o da fase de grupos é que não contam com  Ibrahimovic mais uma vez, o sueco cumpre suspensão por expulsão na partida contra o Chelsea. Olho em Cavani. O uruguaio que não ficou com as constantes substituições no campeonato nacional, conseguiu decidir na Copa da Liga. Agora é saber se ele tem poder de decisão mais uma vez. O Barcelona, que parecia estar as mil maravilhas até semana passada, agora está passando por uma pequena “crise”. Os catalães empataram no último final de semana e Neymar irritado com o treinador Luis Enrique. Então, olho em Neymar. Será que vai ser o cara, ou apenas um coadjuvante de luxo?

O quarto e último jogo é entre Bayern e Porto. Qualquer um falaria que o os alemães são amplos favoritos, mas com os desfalques de Benatia, Alaba, Ribery, Robben e Scweinsteiger, o jogo pode ter mais equilíbrio que o imaginado. Praticamente toda a parte criativa dos comandados de Guardiola está lesionada. Porém, a volta de Thiago, que estava há um ano parado, pode ser o “as” na manga do treinador espanhol, olho nele. Também é bom ficar atento em Lewandowski. O polonês que demorou para engrenar, mas no ponto alto da temporada, ele volta a jogar seu melhor futebol e já marcou nos últimos oito jogos. Olho nele também. No lado dos portugueses, que são os únicos invictos do campeonato tem motivos para acreditar. Casemiro, campeão na temporada passada, é uma das mais importantes peças na criação. Olho nesse cara. Além de Brahimi, o argelino que tem fazendo muitos gols na competição europeia. Peça de desequilíbrio.
Algumas dicas para você assistir os jogos da Champions Legaue nessa semana com uma maior expectativa. Os jogos acontecem nessa terça e quarta as 15:45h no horário de Brasilia.




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Gabriel Mecca

Mecca Esportes
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